Duplicação da 381 sai do papel e vai gerar 109 mil empregos

Duplicação da 381 sai do papel e vai gerar 109 mil empregos

A tão sonhada duplicação da rodovia 381, que a população de Minas conhece como a rodovia da morte, está muito próxima de sair do papel. Está previsto para amanhã, 1/09/2021, a publicação do edital para a concessão de trechos da estrada à iniciativa privada. O Ministério da Infraestrutura, responsável pelo projeto, prevê que a licitação ocorra nos próximos três meses. As obras vão gerar 109 mil empregos diretos e indiretos.

“A rodovia da morte, que tira a vida de cerca de 260 pessoas todo o ano, vai, finalmente, se transformar na rodovia do desenvolvimento, da geração de emprego e renda, enfim, na rodovia da vida”, afirma Alexandre Silveira, ex-diretor do DNIT, que vem trabalhando, nos últimos anos, para que a importante obra fosse concretizada. A esse seu importante trabalho pela duplicação da rodovia, soma-se todo o empenho do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e do senador Carlos Viana, além do compromisso com a causa por parte de toda a bancada estadual e federal que entende a importância dessa obra para o Estado.

O projeto de concessão da 381 traz uma série de novidades. Vai haver uma tarifa diferenciada para pista dupla e pista simples, bem como um desconto de 5% para usuários que optarem pelo pagamento eletrônico. Outra novidade: vai haver vários pontos de parada para caminhoneiros.

O edital prevê, também, a concessão de trechos da BR-262. São mais de 670 quilômetros de extensão, somando a BR-381, de Belo Horizonte a Governador Valadares, e a BR-262, entre João Monlevade (MG) e Viana (ES). Serão realizados investimentos de R$ 7,3 bilhões em melhorias e obras e outros R$ 4,7 bilhões para a parte operacional das rodovias durante um contrato de 30 anos.

Entre as principais obras previstas após a concessão estão 402 quilômetros de duplicação, 228 quilômetros de faixas adicionais, 131 quilômetros de vias marginais, 130 retornos, 125 correções de traçado, 50 passarelas, pelo menos dois pontos de parada e descanso para profissionais do transporte rodoviário, além do contorno do município mineiro de Manhuaçu.

O critério do leilão será híbrido: vence quem apresentar a menor tarifa de pedágio. O critério de desempate é o valor de outorga, ou seja, quem pagar mais ao governo federal leva a concessão se houver empate.

Esforço de 17 anos

Ao assumir a diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), em 2004, uma das primeiras providências de Alexandre Silveira foi a elaboração de um projeto de viabilidade técnica, ambiental e socioeconômica da duplicação da BR-381 Norte. Pelas fortes ligações que tem com o Vale do Aço, Silveira sabia da importância, para a região, da duplicação dessa rodovia.

Ainda como diretor do Dnit, Alexandre Silveira cuidou de realizar uma série de melhorias na rodovia 381. Como o alargamento de pontes até o Vale do Aço, construção da ponte ligando Fabriciano a Timóteo, o Viaduto da Prainha e a duplicação de um trecho de 4 km em Belo Oriente.

Alexandre Silveira também trabalhou fortemente para que a duplicação da 381 fosse incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que aconteceu em 2007. Já como deputado federal, em 2008, passou a integrar a Comissão de Transporte da Câmara e a duplicação da 381 era sua principal missão. Foi como parlamentar que ele conseguiu junto ao governo federal a contratação de novo projeto executivo para a duplicação da estrada.

Em 2015, as obras de duplicação da 381 começaram, mas, até hoje, 2021, apenas 60 km foram concluídos. Já no atual governo, Alexandre Silveira, hoje diretor da Presidência do Senado, passou a atuar junto ao Ministério da Infraestrutura para que a novela da rodovia fosse, finalmente, resolvida.

“Ao longo dos últimos meses, tenho conversado muito com o ministro Tarcísio Gomes sobre a importância dessa obra para Minas Gerais. A rodovia é da década de 50, tem mais de 800 curvas e o seu traçado precisa urgentemente ser modificado. Além de reduzir drasticamente o número de acidentes, vai ser fundamental para o desenvolvimento não só do Vale do Aço e Rio Doce, mas de toda Minas Gerais”, comemora Alexandre Silveira.